Terrorismo de Estado, versão francesa

Actualmente parecem existir dois tipos de terroristas – os terroristas de Estado são os que se safam – Bunny McDiarmid, directora executiva da Greenpeace/Nova Zelândia

Em Julho de 1985 o Rainbow Warrior, navio da Greenpeace ancorado no porto neo-zelandês de Auckland, foi afundado pela DGSE, os serviços secretos franceses. A Greenpeace tornara-se demasiado incómoda para as altas esferas do governo gaulês ao denunciar os ensaios nucleares que a França levava a cabo no atol de Moruroa, na Polinésia Francesa. O afundamento do Rainbow Warrior, encarado pelas autoridades da Nova Zelândia como o primeiro acto de terrorismo a ter lugar no seu território, custou a vida ao fotógrafo português Fernando Pereira, pai de dois filhos, que fazia parte da tripulação.

Mais de vinte anos passados sobre o acto de loucura autorizado pessoalmente pelo então presidente François Mitterrand, vieram a público declarações do irmão do operacional que terá colocado a bomba no casco do Rainbow Warrior, identificando-o. Ironia das ironias, são ambos irmãos da – indicam-no as sondagens – futura Presidente da República francesa, Segolene Royal… co-partidária do falecido Miterrand no Partido Socialista Francês. Uma novela que promete agitar muito as águas nos próximos meses…

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