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Vade retro, 2010

O final do ano passado deixa-me poucas saudades, e isso reflectiu-se aqui no Café: dois posts em dois meses desafiam até as temporadas de maior abandono do estaminé. Claro que a vantagem é que 2011 só pode ser melhor.

À laia de despedida do ano que findou, aqui fica um muito atrasado “best of” condensado.

Livro do ano: o brilhante “Under the Dome”, de Stephen King, com um valente “hat-tip” ao Pedro pela sugestão.

Menção honrosa: “Freedom”, Jonathan Frenzen. Estou a acabar de o ler e é um portento.

Álbum do ano: “A Thousand Suns”, o conceptual com que os Linkin Park resolveram surpreender tudo e todos e marimbar-se (e muito bem) nas suas hordas de fãs (aliás, não sei como resultará ao vivo). Mas é o mais poderoso hino anti-guerra gravado nos últimos anos. Joschen Oppenheimer e o Rev. Marthin Luther King, Jr. estarão certamente orgulhosos dos “samplings” dos seus discursos incluídos nesta verdadeira obra-prima.

Menções honrosas:
* “High Violet”, dos The National, que continuam a fazer jus ao colonista do New Musical Express que os definiu em tempos como “a próxima melhor banda do mundo”. Com encontro marcado para Maio de 2011 no Campo Pequeno.
* “The Suburbs”, dos Arcade Fire. Muito perto da perfeição.
* “Go”/”Go Live”/”Go Quiet”, de Jónsi, mais conhecido como frontman dos Sigur Rós.

Faixa do Ano: o fabuloso “Sprawl II”, dos Arcade Fire. Fica como o hino do ano!

Filme do ano: o revolucionário Inception/A Origem. Ao fim de meses de o ver ainda me anda às voltas na cabeça.

Blog do ano: as Horas Extraordinárias que Maria do Rosário Pedreira, a “caça-talentos” nacionais da LeYa, nos proporciona desde Maio.

Menções honrosas:

* O blog da revista Gingko, pelas doses maciças de boas notícias, sugestões sustentáveis e optimismo.
* E o pssht… ó menina!, por muitas e boas gargalhadas.

Vídeo do ano: BirthRight, que me chegou pelas mãos do Rui Vasco. Um murro no estômago como precisávamos de levar com uma certa regularidade.

Menção honrosa: o premiado pelo Vimeo Last Minutes with Oden. Com o bónus de a música de Bon Iver ser quase uma segunda pele para este vídeo.

E é isto. (E a trabalheira que um post destes dá a fazer, mesmo assim resumidinho e atrasado?!?)


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